Bem, em setembro passado numa conversa com o Jean Paul Jacob (da IBM), ele falou que um dos booms para 2012 seriam os livros multimídia, em especial os didáticos, e que naquele momento várias empresas estavam produzindo conteúdo multimídia para livros já existentes - um livro de História teria embutido o vídeo de um programa como o do History channel sobre o assunto, teria links para fotos de artefatos em museus, uma visão "online" do local do acontecimento (e provavelmente um link de alguma agência de turismo também... :-) ).
A idéia não é nova e como produto/serviço é algo que o mercado já pede há tempos - já pensou se a ONU financiasse o desenvolvimento de um conteúdo educacional universal para ser distribuído via internet para o mundo inteiro? Educação sem fronteiras seria uma das melhores armas contra a pobreza e governos incompetentes.
Aliais, na Coréia do Sul já há algo parecido em curso - o governo distribui um tablet com o conteúdo dos cursos já embutidos e, se necessário, os alunos fazem o update ou downloads de novos conteúdos e assim praticamente elimina a logística de distribuição de livros didáticos a cada ano, sem falar do fim do desperdício dos livros que não podem ser reutilizados.
iBook 2
Ontem (19/01/2012) a Apple saiu na frente da concorrência e pode ter dado o primeiro passo para esta revolução. Baseado em pesquisas de Mercado como:
“ … Ars Technica reached out to Dr. William Rankin, the Director of Educational Innovation of Abilene Christian University who has researched the role that mobile devices can play in the classroom, and he said, "A recent study showed that 82 percent of all higher education students nationwide will come to campus with a smartphone. We need to have resources and tools ready for these mobile, connected students." (Fonte) .
O que fez a Apple? Ora, sacou que existe um enorme buraco entre o aluno e as instituições de ensino que não aproveitam esta brecha c (82%!!!! dos alunos possuem um smartphone) como meio para educar, e preparou um produto fim a fim para suprir esta demanda.
A Apple possui o hardware (tablet), uma orda de programadores/empreendedores para a sua plataforma (app para o iOS), uma tremenda experiência na distribuição de conteúdo via o iTunes e cancha para negociar com produtores de conteúdo (seja gravadoras ou editores de livros, revistas e jornais). Isso tudo aliado a uma equipe de desenvolvimento extremamente competente e perfeccionista, criaram um produto de fazer qualquer um cair para trás!
O vídeo a seguir mostra alguns recursos do novo gadget:
A demonstração em si começa pelos 1:30 min e chama a atenção para “experiência virtual” em 7:10min onde é possível dissecar uma rã sem acesso a laboratório. Quando o vídeo chegou em 8:50min, literalmente fiquei chocado, pois é uma aula sobre o sistema solar, o meu assunto favorito no “1º grau” quando eu morava bem no interior da Bahia sem recurso nenhum para conhecer mais sobre ciências - só tinha a opção de pesquisa na Barsa e na Exitus Enciclopédia. Podia ter caminhado sozinho mas precisei esperar até a USP para ter acesso a tanta coisa bacana, mas aí, além do estudo, já tinha que dividir o tempo com a cervejinha, namorada e o violão...
Voltando ao produto, ele é incrível, pois possibilita adicionar todas as suas notas, novos materiais multimídias, enfim todo o registro do seu curso universitário (ou qualquer outro).
Fascinante.
Deixo aqui alguns links sobre o assunto:
Matéria do Engadget:
Reportagem da Business Inside:
http://www.businessinsider.com/walkthrough-this-is-how-apple-envisions-the-future-of-education-2012-1
Vídeos promocionais da Apple:
http://www.businessinsider.com/walkthrough-this-is-how-apple-envisions-the-future-of-education-2012-1
Vídeos promocionais da Apple:
E as empresas de Telecom? Quais os impactos que este tipo de produto pode trazer? Tanto em consumo de dados, quanto oportunidades de novos negócios ou produtos de valor agregado? Tema para um próximo post!

















